Comunhão na
Palavra dezembro de 2020
Mensagem: Este ano, o mês de dezembro está sendo
muito esperado. Em primeiro lugar, porque o Natal é sempre um tempo de alegria,
de esperança um convite a vivenciar a paz. Em meio a tantas dificuldades
vividas, de experiências de medo, insegurança e até de morte de pessoas
queridas, precisamos de algo que nos ajude a ver uma luz no final do túnel. Em
segundo lugar, porque simbolicamente, termina um ano, uma etapa. Aguarda-se um
novo tempo, com dias melhores, onde esta pandemia seja dominada tanto pela
aquisição da vacina, quanto pelas medidas que deveriam ser assumidas pelo
governo e a população. Mas esta mudança não ocorrerá como um passo de mágica,
nem automaticamente com o passar dos dias. É preciso preparar os olhos e o
coração para perceber o invisível, que está por trás do visível de cada
acontecimento.
Reflexão: Este tempo de isolamento, tem nos dado
a oportunidade de fazer muitas perguntas importantes para nossa vida pessoal,
para aquilo que a sociedade coloca como importante e também sobre a própria
missão da Igreja. Poderemos olhar este tempo somente como uma crise profunda na
economia, na política e na sociedade. Mas só esta visão não nos ajudará.
Devemos olhar esta situação como uma porta que se abre para o mundo seguinte. Precisamos
ter uma visão de quem acredita na ação de Deus que renova a aliança com a vida.
Como disse o Cardeal Tolentino, em uma palestra para nós bispos do Brasil,
recentemente; “Este não é o momento de fazer cair os braços em desânimo, mas é
um tempo para apostas de confiança. Não é só um compasso de espera que nos
deixa como que suspensos numa dolorosa indefinição: é também um desafio a
dialogar com o futuro e a dar passos concretos na sua direção. Não é só um
tempo para guardar as sementes no paiol, aguardando as condições favoráveis
para plantar. Este é um tempo bom para os semeadores saírem para o campo, para
os pescadores se aventurarem no lago. Não é só uma estação para gerir aflições
crescentes: é também uma ocasião em que Deus nos ordena que arrisquemos como
Igreja”.
Somos chamados a viver este Natal de
maneira diferente, mais parecido com o primeiro, onde a Estrela principal seja
Jesus Cristo, que com a sua presença transformou uma gruta fria e insalubre, em
um lar, onde a convivência era plena de ternura, aconchego e paz. Que o
silêncio seja uma oportunidade para buscar as respostas para as perguntas
importantes de nossa vida. Que no tempo do advento possamos adquirir um olhar
amoroso, cuidadoso e esperançoso na nossa vida. Bem preparado interiormente e
até exteriormente em nossa casa, poderá ser um Natal inesquecível, onde o
essencial foi vivido com intensidade. A todos os meus votos de um Natal que
traga muita esperança para viver o a Ano Novo.
NOSSAS REDES SOCIAIS
_____________________________
0 Comentários