Novembro - Mês dedicado as almas do Purgatório.
NOVEMBRO é mês dedicado às
almas do Purgatório.
O Dia de Finados, no dia 2 de Novembro, é dedicado às orações por todos
os fiéis falecidos. O Papa Paulo VI, na “Constituição das
Indulgências”, de 1967, estabeleceu indulgências parciais e plenárias
pelas almas do purgatório, e determinou a semana de 1 a 8 de novembro
como a semana das almas, em que podemos lucrar indulgências plenárias a
elas mediante uma visita ao cemitério para rezar por elas, tendo se
confessado, comungado e rezado pelo Papa (Pai Nossa, Ave Maria, Glória
ao Pai). As almas, por elas mesmas não podem conseguir sua purificação;
dependem de nossas orações, missas, esmolas, penitências, etc., por
elas.
III. A purificação final ou Purgatório
1030. Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo
purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da
morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para
entrar na alegria do céu.
1031. A Igreja chama Purgatório a
esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do
castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente
ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença (622) e de Trento
(623). A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura
(624) fala dum fogo purificador:
«Pelo
que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se que existe, antes
do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele que é a
verdade, quando diz que, se alguém proferir uma blasfémia contra o
Espírito Santo, isso não lhe será perdoado nem neste século nem no
século futuro (Mt 12, 32). Desta afirmação podemos deduzir que certas
faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo que há-de vir»
(625).
1032. Esta doutrina apoia-se também na prática
da oração pelos defuntos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso,
[Judas Macabeu] pediu um sacrifício expiatório para que os mortos
fossem livres das suas faltas» (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros
tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em
seu favor, particularmente o Sacrifício Eucarístico para que,
purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda
também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos
defuntos.
«Socorramo-los e façamos
comemoração deles. Se os filhos de Job foram purificados pelo sacrifício
do seu pai (627) por que duvidar de que as nossas oferendas pelos
defuntos lhes levam alguma consolação? [...] Não hesitemos em socorrer
os que partiram e em oferecer por eles as nossas orações» (628).
Fonte: Catecismo da Igreja Católica
0 Comentários